terça-feira, 27 de abril de 2010

Cartas ao Senhor Desconhecido

Salvador, 11 de fevereiro de 2009

Sr.Desconhecido,


A vida, o fio da navalha, e o sopro do vento, são a mesma coisa, esta afirmação traduz os meus sentimentos, na realidade não existe tradução para isto, por isso lhe escrevo com

esperanças que possas dicernir as respostas para as perguntas que ningem responde. Não tenho a alegria da carta anterior, e não me sinto inclinado a usar as filosofias de botequins. Estou pedindo socorro para minha consciencia em seu negrume em busca de luz para as emergencias, o fogo certo. Lhe tenho em boa conta, como diria os antigos. Tenho certeza Sr. Desconhecido que estais cada dia mais perto de mim e que guia a minha mão nestas e em outras linhas que teimo em riscar para pedir o Seu socorro. Haverás de dizer que não me esforço, que sempre pendo para o lado oposto ao que deveria, mas, esta é a realidade isto é palpavel como um calo num sapato apertado, como da outra vez que lhe escrevi que leia estas vãns palavras desse sujeito que tenta acertar o jôgo da vida, do fio da navalha e do sôpro do vento, obrigado.




Desconhecido

sábado, 10 de abril de 2010

CARTA AO AMIGO DESCONHECIDO

9 de fevereiro de 2009

Amigo Desconhecido;
Com poucas novidades, mas já o considerando como um verdadeiro amigo, neste dia de lua cheia, sem compromissos e inteiramente a vontade, estou querendo explicações do porque ? é porque? chegamos não sei se muito tarde a conclusão de que o nada não existe, portanto estamos agora na obrigação do tudo achar, mesmo que esses ¨tudo¨nada signifique. Passamos dias inteiros ferteis de futilidades que nenhum negro destino ousa desafiar, encontraremos amigo estas respostas?. Esta é uma proposta otmista, espero em breve retornar a escrever ao caro amigo, um abraço do seu dileto amigo,

Desconhecido
PS. As pessoas guardam-se a vontade das outras pessoas, por isto nos indentificamos sempre somos os outros, sendo e só olhando para nós mesmos, sei que vais dizer que isto é filosofia de botequim, mas amigo não há verdades absolutas, podemos conceber com nossos poderes algumas, porem nas trilhas do caminho elas esfaleram-se e tornam-se poeira servindo de moldes para outras equivocadas verdades.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CARTA AO AMIGO DESCONHECIDO

8 DE FEVEREIRO DE 2009
Sr. Desconhecido;
Esta é a primeira carta que lhe escrevo, perdoe por não saber expressar-me como gostaria, haja que nossa lingua portuguesa nos prepara armadilhas, ainda mais para quem jogou a oportunidade fora de aprende-la mais.De qualquer forma Sr. escrevo-lhe para contar de tudo um pouco, mesmo que seja muito, a hectatombe do mundo, ou dos mundos individuais, dá
os seus sinais, circula por todos os meios, código que são traduzidos a maneira própria de cada um, nós sabemos, Sr. Desconhecido que eles , os tais códigos, só tem um significado, nada significam, são apenas representações e icones imprecisos da realidade, onde sempre há alguém para nomear, rotular e em seguida dar-lhes sentidos e concluir que nada significam, ou representam, senão o jôgo hipócrita das civilizações e seus Artezões de explicações. Nada não existe, portanto Sr. Desconhecido temos um longo caminho para chegarmos a alguma conclusão (naturalmente vaga) sôbre a existência. Sim temos a música, que nos dá algum brilho neste assunto. Deveras estou cansado mais prossiguirei escrevendo para que nós, Sr. Desconhecido, possamos chegar a algum acôrdo qualquer sõbre estes chocolates metafisicos, como diria Fernando Pessoa, agradeço por sua atenção, aguardando a próxima oportunidade de tornar a endereçar ao
Senhor mais uma dessas cartas, um abraço do seu amigo,

DESCONHECIDO