Salvador, 11 de fevereiro de 2009
Sr.Desconhecido,
A vida, o fio da navalha, e o sopro do vento, são a mesma coisa, esta afirmação traduz os meus sentimentos, na realidade não existe tradução para isto, por isso lhe escrevo com
esperanças que possas dicernir as respostas para as perguntas que ningem responde. Não tenho a alegria da carta anterior, e não me sinto inclinado a usar as filosofias de botequins. Estou pedindo socorro para minha consciencia em seu negrume em busca de luz para as emergencias, o fogo certo. Lhe tenho em boa conta, como diria os antigos. Tenho certeza Sr. Desconhecido que estais cada dia mais perto de mim e que guia a minha mão nestas e em outras linhas que teimo em riscar para pedir o Seu socorro. Haverás de dizer que não me esforço, que sempre pendo para o lado oposto ao que deveria, mas, esta é a realidade isto é palpavel como um calo num sapato apertado, como da outra vez que lhe escrevi que leia estas vãns palavras desse sujeito que tenta acertar o jôgo da vida, do fio da navalha e do sôpro do vento, obrigado.
Desconhecido